<< Experts’ say

Jaqueline Moll

Professor at the Federal University of Rio Grande do Sul

Nada mais atual e urgente que repensar nosso modo de viver as cidades e nas cidades, diante dos brutais desafios da democracia contemporânea e das profundas desigualdades que ainda assolam o planeta.

Partindo da premissa de que TOD@S tem o direito de viver com dignidade, a ação política no cotidiano de nossas cidades exige esforços coletivos do poder público e dos atores sociais.

Ações organizadas desde os parlamentos, as instituições educativas, o aparato judicial, as associações comunitárias e de vizinhança, os grupos temáticos nas mais diferentes áreas, no sentido de reconstruir permanentemente os valores da justiça, da solidariedade, da compaixão.

Estamos sedentos disso.

O aprendizado pessoal e coletivo dos cuidados com nossa casa comum – o planeta, com tod@s seres que nela vivem e com cada um, cada uma, é um processo que extrapola as salas-de aula, convencionadas pela modernidade como “o” lugar de aprender e ensinar, e expande-se para todos os cantos em que a vida acontece.

Esse aprendizado depende sempre de intencionalidade humana, construída no diálogo que permite ver o mundo como um lugar de viver e conviver, de desfrutar  e de crescer, apesar das muitas armadilhas que apresentam o consumo como chave da vida contemporânea.

Qualificar a vida, produzir felicidade e dignidade, acolher as crianças e jovens como parte insubstituível da civilização, difundir valores democráticos e de justiça social constituem, portanto, o sentido pedagógico e político profundo dos esforços que possibilitam a reinvenção de nossas cidades como cidades educadoras.

Em meu país, combalido e dilacerado, por disputas fratricidas que desprezam os valores mais estruturais da civilização humana, como o respeito as diversidades e o enfrentamento das desigualdades, o debate das cidades educadoras, tem um significado especial.

E esse significado tem a ver com manter viva a esperança de que a vida em coletividade não seja só reprodução de miséria e injustiças, de preponderância da lei do mais forte, mas seja espaço de realização de todos e de cada um, tendo como horizonte a ideia de um mundo onde todos caibam.

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¡Guadalupe 🇲🇽 se suma a Ciudades Educadoras!
Con el propósito de consolidar acciones sustantivas, sustentables e integrales a problemáticas comunes, se suma a las Ciudades Educadoras de América Latina.

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Creix la nova xarxa d'espais familiars de criança municipals. Educar les criatures és una tasca tan important que calen més suports públics diversos per fer comunitat amb la petita infància al centre!

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